sábado, 25 de julho de 2009

Tempo. Eternidade...

Tempo e ausência de tempo.
Tão próximos e tão distintos.
Onde está o tempo?
Depende dos meus alvos, metas, desejos, sonhos, compromissos...
O tempo seria um fator externo ou interno?
Tão externo que pode influenciar o meu interior. E tão interno que pode influenciar o meu exterior.
Tempo que, na sua influência, se torna tão presente.
Qual é o tempo que me influencia?
O tempo que ainda falta, ou o tempo que já passou?
É por causa de sua influência que muitas vezes nos incomoda.
A falta de tempo, o excesso de tempo...
O tempo não pára, mas muitas vezes nos pára.
Ele está sempre na mesma cadência, nunca se apressa.
Mas muitas vezes nos apressa.
Afinal, de que nos serve o tempo?
Creio que há nele uma utilidade central: a de nos despertar para a sua ausência, a Eternidade.
Ah, a Eternidade...
E para vivê-la, é preciso se libertar do tempo.
Libertar-se dos alvos, metas, desejos, sonhos, compromissos... Libertar-se, mas sem deixar de vivê-los.
Libertar-se do tempo que ainda falta e do tempo que já passou, mas sem deixar de considerá-los.
Libertar-se, mas sem deixar de ser influenciado por ele.
Pois só assim, liberto e influenciado ao mesmo tempo, poderia eu, um dia, influenciar o tempo com a Eternidade...

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