A cadeia de uns é
O deleite de outros,
A única escolha
De alguns é a preferência
De outros pelo vazio
Do nada.
E o último suspiro acaba.
O último suspiro acaba.
Um mensageiro chega
E entrega o recado.
Um bilhete pago para a Vida
É guardado com outros que
Não estão pagos ainda.
Olha para o calendário
Do mês e diz: Outro dia
O mensageiro passa
Outra vez. Então, sai,
Mas guarda o bilhete
Errado.
E o último suspiro acaba.
O último suspiro acaba.
Queria ver o bilhete da Vida
No bolso, guardado como
Único bem de um povo
Que resiste em meio
À sociedade moderna.
O vivo passaria pelo morto
E choraria, mas estenderia
Sua mão com alegria.
E juntos veriam, um dia,
Que o último suspiro
Acaba.
E o bilhete certo no bolso?
O bilhete certo no bolso.

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