quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

O frenético caminho solitário.



Passo o dia a encontrar tantos 
Que, sempre sem poder parar,
vão e dão lugar a outros.

Cruzam no caminho tantos outros 
Que, através de um olhar,
dizem sem poder falar.

Andam com os passos 
Sempre em outro lugar.
Vivem à procurar.

Trilham um caminho todo torto,
quando deixam para lá
a chance que têm de amar.

E quando finalmente tudo pára,
notam que se sentem sós,
mesmo com gente ao redor.

Andam com os passos 
Sempre em outro lugar.
Vivem à procurar.

O caminho do amor 
Está tão perto. Veja a flor,
que vive a vida arraigada:

Mesmo sem poder andar,
pode se multiplicar,
quando dá de si a outro.

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